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O lado thriller de um lanchinho.

Estava eu tranquilamente dentro de um Starbucks, em Madri, enquanto tomava uma xícara de café (uma piscina de café, cá entre nós) e saboreava um delicioso cookie verde de pistache.

Eu tinha acabado de chegar e a minha intenção não era só merendar, mas também escrever um pouco. Não sei por quê, mas muitas vezes gosto de fazê-lo com o burburinho de uma cafeteria em volta.

Tirei da bolsa o celular e o coloquei em cima da mesa. Tirei a tablet da bolsa também e a liguei para acessar o WordPress. Tudo isso bem sossegadamente.

De repente, escuto uma moça gritar algo que não me lembro, mas que a fazia soar meio desesperada. Continue lendo

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O lado milagroso de um embarque na Ryanair

Quem é gente rica igual a mim sabe como é. Gente rica, sabe? Que compra voo da Ryanair para os horários mais gostosinhos, tipo às 6h da manhã. Que relaxa na cabine do avião, naquele espacinho aconchegante que propicia o deleite do calor humano de todo mundo juntinho. Que descansa nesse voo ao som melodioso de anúncios de loterias. Ai, ai… Não há comparação.

Irlanda, Ibiza e Escócia: alguns dos lugares aonde fui pela Ryanair!

E como não incluir nesse pacote de benefícios o suspense emocionante que se faz presente naquele espaço de tempo em que você aguarda o veredicto sobre se a sua mala passará pelo crivo do fatídico gabarito ou não? Aquele momento antes do embarque, em que todos os passageiros têm a oportunidade quase única de exercitar a sua criatividade, seja vestindo um casaco e amarrando outro na cintura, usando duas calças ao mesmo tempo, exibindo no pescoço dois cachecóis ou escondendo a bolsa a tiracolo por baixo do sobretudo. É uma coisa bonita de se ver. Quando a humanidade quer, ela sabe como se superar.

Pois bem. Certa ocasião, em uma das vezes em que viajei pela Ryanair, estava eu Continue lendo

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O lado nudista de Barcelona

Era relativamente comum ouvir falar da ocorrência de pessoas nuas em Barcelona, quando comecei a morar lá, na temporada de 2008/2009. “Gente pelada na cidade era assunto de rodinha de amigos, Adriana?” Não foi isso que eu quis dizer. O “relativamente” não foi usado à toa aqui.

Antes de ir morar em Barcelona, o tema em questão não estava presente na minha vida cotidiana em nenhum grau, em Niterói ou no Rio. E, sabe-se lá por quê, quando passei a ser moradora daquela cidade, não é que o assunto fosse muito frequente, mas ele passou a existir.

Logo nos primeiros dias, ao me encontrar com uma amiga minha, também brasileira, que conheci pela internet, fiquei sabendo que ela tinha visto, não fazia muito tempo, um homem pedalando uma bicicleta completamente nu.

As torres (pináculos) do templo da Sagrada Família, entre uns ramos de uma árvores.

Esta é a Sagrada Família, atrás de uns ramos de árvores.

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O lado hakuna matata da Sacre Coeur

A basílica de Sacre Coeur e parte de sua escadaria, cheia de gente.

Na primeira vez em que estive em Paris, fui visitar a Sacré Coeur como tinha de ser. Um dos principais pontos turísticos parisienses, a basílica está situada no topo de Montmartre, o ponto mais alto da cidade.

Sempre achei que a sua arquitetura remetia a algo oriental. Na verdade, sua origem não tem nada a ver com o Oriente, exceto pelo fato de seu arquiteto, Paul Abadie, tê-la projetado seguindo um estilo romano e bizantino. O Império Bizantino é a continuação do Império Romano, sendo que a sua capital era Constantinopla, atualmente conhecida como Istambul. Ou seja, algo de oriental tem. Continue lendo

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O lado bendito da ignorância

Eu, de cabelo em pé pelo vento. Ao fundo se vê o mar.

Aguentando firme para sair na foto. Sobre os meus cabelos, não posso dizer o mesmo.

Estava eu me preparando para ir dormir quando escuto o barulhinho de chegada de uma mensagem no whatsapp. Era minha amiga Carol, que foi minha companheira de viagem em 2014, na Irlanda e na Escócia.

Ela tinha acabado de me mandar um link que levava a uma reportagem com a lista das 6 mais perigosas viagens no mundo e chamava a atenção para o 3º lugar. Nada mais, nada menos que Cliffs of Moher, no condado de Clare, Irlanda. E nós tínhamos estado lá. Continue lendo

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O lado assustador de Paris

Foto de Paris do alto da Catedral de Notre Dame. Vê-se um pátio com muitas pessoas, o rio, muito edifícios e, ao fundo, a Torre Eiffel.

Do alto da Catedral de Notre Dame.

Dia desses estava tomando café com uma amiga que recentemente esteve em Paris. Falávamos sobre como a cidade é cara e um simples copo de suco de laranja pode vir acompanhado de uma conta de 8 euros. Oito euros!

É uma das cidades para onde é mais difícil conseguir alojamento bom e barato perto do centro. A outra é Londres. Mas o assunto era Paris. E eu estava lembrando de como, por exemplo, a alimentação à base de crepes de rua é o que há. Reservava um dinheiro apenas para, um dia, almoçar em um restaurante e ter uma experiência gastronômica para além do mundo dos crepes. Ainda bem que existem vários recheios.

Mas o lado assustador do título não se refere aos preços. Isso porque eu já tinha uma noção de como seria esse assunto por lá. Continue lendo

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O lado confuso de Veneza

Foto de um porto de gôndolas sem gondoleiros e nem passageiros.

“Gôndola, gôndola, gôndola!”, gritam os gondoleiros. Mas estas estavam descansando. ;)

Conheci Veneza em julho de 2012, quando tive férias do meu trabalho no Rio. Fui do Rio a Barcelona ver uns amigos e tinha como plano ir também ao norte da Espanha ver minha família. E reservei uns dias das férias para Paris e Veneza.

Paris eu já conhecia e fui, novamente, influenciada pelo tema do espetáculo de sapateado que eu estava ensaiando aquele ano. E Veneza era uma cidade que eu não conhecia e, por ser tão cheia de detalhes e cores, me pareceu bastante apropriada para fazer dupla com Paris. Continue lendo

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