O lado aconchegante das Highlands

Eu no alto de uma montanha nas highlands.

Pessoa que vai temática fazer turismo na Escócia. Dêem uma gaita de foles para ela!

Muitos despertares ao raiar da aurora. Se, nos verões grego e egípcio, me levantava cedo para visitar os pontos turísticos antes das 15h com o objetivo de não ser esturricada pelo calor do Sol, no outono escocês o motivo do alarme tão cedinho era outro: conseguir aproveitar ao máximo os tenros raios solares que tocam essa parte do planeta naquela estação do ano. E tão prontamente se vão, trazendo o início da noite às 16h da tarde.

Um grande sacrifício não era, em realidade. Mas o esforço, ainda que nada dramático, dava um ar de recompensa aos lugares visitados. Um prazer para a visão com suas paisagens e um prazer para a mente com sua quietude. Visitar grandes centros urbanos tem suas delícias, mas vale muito deixar-se seduzir vez por outra pela grandiosidade e harmonia dos parques naturais. Impossível não se identificar. Afinal, da natureza somos.

O guia da excursão cuidadosamente escolheu a trilha sonora para a chegada às highlands escocesas. Atualmente, não há praticamente ninguém vivendo lá, mas até o século XVIII, os famosos clãs eram seus habitantes. E, em outubro de 2014, as Terras Altas se apresentavam deslumbrantes através das janelas do ônibus onde eu estava, enquanto se ouviam as típicas músicas instrumentais. Irresistível emoção.

Foto de uma montanha em primeiro plano com um cachoeira e uma montanha em segundo plano.

A vida corre pelas montanhas.

O ponto mais significativo do passeio, para mim, foi a ida à Ilha de Skye. Imaginem cadeias e mais cadeias de montanhas, dispostas como em camadas em direção ao horizonte. Como se fossem pinturas para cenários de um espetáculo teatral. O tom terroso que cobria suas superfícies indicava, como que enigmaticamente, que tratava-se de um lugar austero mas vigoroso. Onde havia que ser forte para sobreviver.

O bom do turismo é isso. Conhecer os lugares sem precisar ter que passar por adversidades do cotidiano. Se bem que eu às vezes passo por alguns percalços. Mas não foi o caso ali. Foi perfeito. Mágico. Uma sensação de liberdade e comunhão com a natureza. Como não subi toda a montanha onde paramos, tive a oportunidade de estar em silêncio, me desgarrando do grupo. Em solidão, nunca. A natureza ao meu redor pulsava.

Foto das escarpas das encostas.

As rochas me transmitem força e estabilidade.

Imagem quase que panorâmica do vale e uma parte de uma montanha. Uma pessoa está de pé em um dos planos escarpados.

Minha amiga e companheira dessa viagem, Carol, em momento de contemplação e integração à natureza.

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