O lado colorido da Irlanda.

Foto de um prado com vaquinhas e ovelhas e uma casa. E um arco-íris, óbvio.

Momento mágico e fugaz.

Além do verde (muito!) vibrante dos prados irlandeses, uma coisa que me chamou a atenção foi a quantidade bastante admirável de arco-íris. Não era para menos. Tanta chuva e tanto sol ao mesmo tempo só poderia dar nisso. O que eu achei ótimo!

Diz a lenda que, no final de um arco-íris, há um pote de ouro. E é assim que começa e termina a historinha que eu sei. Na Irlanda, este conto pode ter a participação especial de uma criatura da mitologia celta, o leprechaun.

Foto de um ímã de geladeira em forma de um leprechaun com um pote cheio de moedas de ouro, onde se vê escrito "luck of the irish". O leprenchaun tem a barba ruiva alaranjada e usa uma cartola verde com um trevo.

Um leprechaun em forma de ímã de geladeira.

Os leprechauns são homenzinhos cuja altura não ultrapassa muito os 50 cm e têm o costume de se vestirem de verde. Como atividade, consertam sapatos e são donos de potes cheios de ouro, os quais estão enterrados em diversos pontos do território irlandês e que eles guardam com muito zelo e atenção para que se mantenham longe da ambição dos humanos. Para conseguir o pote, o humano em questão deve, então, capturar o leprechaun correspondente. Mas, bastante sagazes, essas criaturas não têm escrúpulos para defender sua riqueza dos humanos, podendo fazê-los vítimas de feitiços ou mesmo fingir serem amigos e em seguida dar o bote da feitiçaria. Claro, né? Nada mais compreensível. Quem manda ir bulir no pote de ouro dos outros?

Pelo que me consta, não necessariamente os tais potes de ouro estão em alguma extremidade de algum arco-íris. Eles simplesmente pertencem aos leprechauns e pronto! Não há qualquer menção sobre o lugar onde estão. Claro que estou raciocinando dentro da história mitológica. Fora da mitologia, óbvio, não há pote nenhum e muito menos fim ou início de arco-íris algum. E aí é que está! O quê? O pote? Não, a explicação para essa salada toda.

Essa decomposição da luz do Sol em seu espectro acontece quando entre a fonte dessa luz e os nossos olhos há gotas de água, que atuam como prismas. Pois bem. A fonte de luz é o Sol, que pode-se assumir que é redondo. Como a luz se propaga em linha reta, a sua decomposição é redonda também. Ou seja, é um aro!

Bom, o caso é que o arco-íris seria, melhor dizendo, um ARO-íris. Mas como, para que o fenômeno ocorra, a luz solar tem que estar dentro de uns limites de ângulo com o horizonte, a Terra está sempre “na frente” e vemos apenas uma parte desse aro, ou seja, vemos um arco. Como o que temos é um aro, não existe nem fim e nem início para esta forma geométrica, como sabemos. Mas e onde o pote entra nesta história?

Acredita-se que havia um dito que era algo mais ou menos como “uma pessoa tem tanta chance de encontrar um pote de ouro quanto de encontrar o final de um arco-íris”. Aí já viu, né? O fenômeno do telefone sem fio tem tanta chance de acontecer na história da humanidade quanto o fenômeno do arco-íris.

 

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Detalhe do arco-íris em Dingle, Irlanda, em um prado verdinho, um céu bem nublado e muitas vaquinhas e ovelhas pastando.

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Uma ideia sobre “o lado COLORIDO da IRLANDA

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