O lado gincana do cruzeiro pelas ilhas gregas.

Navio atracado em Kusadasi, Turquia.

Louis Cruises Olympia, atracado em Kusadasi, Turquia. Na segunda fileira, de baixo para cima, de janelinhas circulares, ali estava o meu humilde quartinho.

Ao retornar da Grécia, ainda me sentia como se estivesse no navio, balançando. Seria normal? Se continuasse assim, eu ia ter que me mudar para dentro de um, pois lá eu já estava acostumada a sentir o balanço. Mas em terra não, demorou um pouco até que parasse essa sensação.

Paguei um pacote de bebidas não alcoólicas por 47 euros para os 4 dias, um pouco antes de embarcar no navio da Louis Cruises. Podia beber sucos, refrigerantes (esses eu não quis), cafés, água, sorvetes e drinks não alcoólicos como Piña Colada, Coconut Kiss etc. À noite, tinha discoteca no 5o. andar e, quando o navio balançava, a gente dançava e andava como uns bêbados, mesmo sem ter bebido álcool. Bom, estou falando por mim.

Minha vida era beber e ir ao banheiro. Como, com esses 47 euros, podia-se beber ilimitadamente, toda hora eu estava bebendo alguma coisa!

Eu tomando um drink no navio.

Comprei o pacote porque achei que nenhuma bebida estava incluída no preço do cruzeiro. E escolhi não-alcoólicas porque eu bebo pouco álcool e, como estava sozinha, não teria nem graça. Mas, na verdade, nas refeições havia água e suco de laranja incluídos no preço do cruzeiro. Eu não sabia disso, mas não me arrependo de ter comprado o pacote, pois assim, eu bebia o dia inteiro e podia pegar garrafas de água para levar para os passeios quando o navio parava nas ilhas. Nossa! Nunca bebi e comi tanto!

As comidas eram maravilhosas! O navio tinha três restaurantes, sendo dois self service e um à la Carte. Os self service ficavam no topo do navio, perto da piscina. Nem entrei, era bem pequenininha. Mas era muito bom tomar sol e ver todo aquele mar em volta, as montanhas… Muito bom.

Eu tomando sol no navio.

O melhor de tomar sol em um navio é ver a paisagem se modificar à sua volta.

Voltando à comida, no self service podia-se pegar o que quisesse e quantas vezes quisesse. Saladas! Peixe! Carnes! Acompanhamentos! Comidas típicas! Crepes! Massas! Sopa! Pães! Doces! Frutas! Nos dois primeiros dias, peguei muitas coisas e comi tudo que peguei. No terceiro dia, não aguentei e, então, passei a pegar menos, pois me incomoda deixar comida no prato. O pessoal perdia a linha e desperdiçava muita coisa.

Tínhamos quatro refeições: café-da-manhã, almoço, lanche e jantar. O lanche só peguei uma vez. Sério, era muita comida diariamente.

O meu quartinho era uma graça e bastante confortável. Em comparação com os quartos dos hotéis do Circuito Peloponeso, ele ficou menor ainda do que já era, mas convenhamos que quase não se fica dentro de um quarto no navio.

Janela pequena circular do quarto do navio.

A vista da minha janelinha. Um quarto exclusivamente para dormir e uma janela exclusivamente para impedir a claustrofobia.

Toda a tripulação era muito simpática. Havia gente de vários lugares. Pude identificar indianos, russos, filipinos talvez, hispanoamericanos… Havia uma grega nascida no Brasil, que falava Português com sotaque do Rio mesmo, mas não tinha um vocabulário muito extenso. Quando ela dava os recados para as pessoas que falavam Português, percebia-se que muita informação não era dada. O negócio era ficar atento aos avisos em Espanhol ou Inglês. Havia também avisos em Grego, Francês e outra língua que não identifiquei.

A moça que cuidava do meu quarto se chamava Zuleide e era cubana. Logo no início, foi ela que me ajudou com a simulação de emergência. Quando tocou o alarme, eu peguei meu colete salva-vidas e não sabia direito para onde ir, na verdade. Só depois é que me dei conta de que eu tinha que ir para onde estavam as pessoas que tinham bote salva-vidas número 14. A tripulação organizava as pessoas segundo os botes, em fileiras e, depois de 2 minutos parados com os coletes vestidos, fomos liberados.

 

Eu em Patmos.

Em Patmos, uma das paradas do cruzeiro, perto da gruta onde João ditou o Apocalipse.

Ilha de Rodes.

Reinou o azul nesta viagem! Ilha de Rodes ao fundo.

Algumas pessoas que fizeram a excursão comigo ao Peloponeso e Meteora também estavam no cruzeiro. Na primeira parada, em Mykonos, conheci três brasileiros estudantes da área de Química e foi muito bom passar a viagem com eles. Uma das meninas era de Niterói, que coincidência! A outra menina e o menino eram do interior de São Paulo. Eles estavam de férias também e estavam estudando na França. Com eles, eu corri todas as ilhas em que paramos, pois era pouco tempo e queríamos achar os pontos clássicos de fotos.

Eu na pequena Veneza, em Mykonos.

Agradável clima na “pequena Veneza”, em Mykonos.

Em Santorini, estava cômico. O desembarque foi feito através de lanchas, pois não havia um porto que comportasse o navio. Pegamos senha para a lancha número 5 e, com isso, já perdemos um tempo. Chegando na ilha, pegamos o teleférico. Tinha a opção de subir a pé, mas demoraria mais e estava muito quente. Também tinha a opção de subir de burro, mas essa para mim estava totalmente descartada! E o pessoal do navio não recomendou, pois apesar de raros, já houve acidentes. Ao chegar lá em cima, descobrimos que as famosas igrejas de cúpula azul ficavam do outro lado da ilha. Estávamos em Fira e deveríamos ir para Oía. Pegamos um ônibus, este por nossa conta, e o trajeto Fira-Oía durou 20 minutos.

Pessoas esperando o por do sol em Santorini.

Visitantes de Santorini aguardando o espetáculo do por do sol.

Ao chegar em Oía, aquela correria. Quase me mijei de rir, pois parecíamos um bando de malucos fazendo uma gincana de fotos. Isso porque, em pouco tempo, ainda teríamos que voltar para Fira e pegar o teleférico para descer e pegar a última lancha de volta ao navio. Caso contrário, perderíamos o navio e ficaríamos em Santorini. Nada mal, na verdade. Se todos os problemas das pessoas do mundo fossem ser deixadas em Santorini… Ai, ai… Mas não era o ideal naquele momento, na verdade! Seria um prejuízo danado. Nossa! Corremos muito e conseguimos pegar o ônibus, o teleférico e a lancha!

Como eu digo, o cruzeiro é um catálogo de ilhas. Pude conhecer muitas delas e agora sonho em voltar a algumas. Quem sabe?

Foto em Santorini.

Neste momento eu estava entre um ataque de riso e outro, correndo pela ilha em busca de belas fotografias.

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3 ideias sobre “o lado GINCANA do CRUZEIRO PELAS ILHAS GREGAS

    1. facebook-profile-pictureadrivas Autor do post

      Paula, é muito bom mesmo! Mas há a alternativa de conhecer menos ilhas, passando mais tempo em cada uma delas e indo direto para lá. Santorini tem aeroporto. ;-) Bjs!

      Responder
  1. Fernanda

    Incrível a sua viagem!!
    Um dia gostaria de conhecer a Grécia, por quem conheço apenas a Indonésia e estou vendo de ir viajar em minhas férias para a Tailândia com uma amiga. :)
    Fico pensando no que você falou de sentir-se firme quando sai do navio.. quem tem labirintite será que passa mal? xD

    Um beijo,

    http://www.purestyle.com.br

    Responder

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