O lado monarca de Amsterdam.

Pessoas em Amsterdam comemorando o Dia da Rainha.

O Dia da Rainha é como um carnaval onde todas as fantasias são de cor laranja!

Quando cheguei a Amsterdam já era meio tarde, pois o trem em que eu estava atrasou sua chegada e eu tinha ainda que pegar mais um, ou seja, perdi a conexão. E nem foi culpa minha, foi culpa do trem!

Éramos umas tantas quantas pessoas desesperadas para descer pelo elevador e mudar de plataforma, mas… Não deu, como diria o Quico.

Nessa hora, uma menina cuja nacionalidade não sei, me explicou, em Inglês, que a partir dali a solução era esperar durante uma hora e pegar um trem para Rosendaal e depois outro para Amsterdam.

Logo, veio outra menina me perguntar, também em Inglês, como ela faria para ir a Amsterdam. Eu me esforcei ao máximo para explicar a ela, também no idioma de Shakespeare. Ela me agradeceu, olhou para a amiga e disse: “É, a gente tem que pegar um trem para Rosendaal e…” Eu virei para ela e exclamei: “Vocês falam Português?!”

Eram duas brasileiras de Natal, Rio Grande do Norte. Uma delas tinha o sotaque bem carregado. No primeiro instante, pensei que fosse portuguesa, depois achei que fosse de Recife (o sotaque lembrava o do Lenine). A outra não tinha sotaque muito marcado, mas me surpreendeu ao dizer que também era de Natal. O que acontece é que sua mãe era do Rio e passou um pouco do sotaque fluminense para ela.

As duas eram de Arquitetura e estavam estudando em Portugal. A que tinha sotaque carregado de Natal me disse que o pai dela era português de Leiria. Igual à minha mãe, que coincidência!

Ela disse que achou que os portugueses estavam reclamando muito da crise. “Olhe, quer ter uma conversa longa com um português? Apenas diga: Mas e a crise, hein?”

Ela me contou que não notou a crise de que eles tanto falam. Aí eu retruquei: “Ah, mas você está como o quê aqui? Bolsista?” Ela confirmou.

Também reparou que lá em Portugal (como em outros lugares da Europa), as pessoas acham tudo longe. Quando ela disse a seus amigos de lá: “Tem uma cidade perto da minha, no Brasil, que está a quatro horas…” Eles acharam que era brincadeira. Quatro horas é um mundo de distância para eles!

Depois da conversa, pegamos o trem e nos despedimos já em Amsterdam.

Eu não sabia que dia 30 de abril era o Dia da Rainha. É um megaferiado na Holanda e todo mundo vai para lá. Aquele ano especialmente, 2013, além dos festejos pela Rainha Beatrix, também foi celebrada a nomeação do novo Rei, o primogênito Whillem Alexander, que é casado com a argentina Máxima. A rainha Beatrix abdicou aos 33 anos de reinado, como fizeram também sua mãe e avó.

Provavelmente, quando o Rei renunciar, a Holanda terá de novo uma Rainha, pois ele tem três filhinhas.

Nomeação do novo Rei.

Por acaso, estava eu lá, na Dam Square, assistindo a nomeação do novo Rei.

Vi a cerimônia na Dam Square e havia muita gente ali. Príncipe Charles e Camilla também estavam. Charles, sempre com cara de tédio e meio acabrunhado. Tem mesmo cara de tampax.

Parece que o povo holandês gosta muito da família real, de maneira que vibravam, ouviam atentamente o discurso do novo Rei e cantaram o hino com fervor.

Eu não entendia bulhufas, mas algumas vezes, batia palmas! Até que foi emocionante.

Havia um pessoal na minha frente que comentava tudo, porém em holandês, o que me deixava na mesma. Teve uma hora em que o cara falou para a mulher algo que meus ouvidos entenderam como: “Já já, tem chuveiro.” Ao que a mulher respondeu: “Ah, iá, iá! Na minha periquita!” Juro.

Ainda de dia, voltei para o hotel. Não fui de novo à rua, pois o centro da cidade estava abarrotado. Parecia um carnaval, mas com fantasias laranja. E as ruas estavam todas sujas… E os museus, fechados.

Além disso, apertaram a minha bunda no meio da aglomeração. Um pirralho idiota, o qual eu empurrei com toda minha fúria para cima da multidão. Ah, me poupe. Eu não atravessei um oceano para ser bolinada na Holanda.

No dia seguinte, eu iria ao Keukenhof, o famoso jardim de tulipas e outras flores de bulbo! Nada poderia tirar a minha alegria.

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