O lado familiar da viagem à Grécia.

Sobre as pessoas que conheci na viagem à Grécia. Foram fantásticas!

Colegas de excursão e eu.

Pessoas maravilhosas que conheci ao longo da viagem.

No meu primeiro dia em Atenas, cheguei ao aeroporto e fui recebida por um senhor que tinha na mão uma plaquinha e nela escrito “Grecia Vacaciones”, o nome da agência que contratei em Madri. Eu me dirigi a ele que, então, me perguntou se eu era a senhora De Figueirxdxgccgc. É, alguma coisa assim. Os gregos, pelo visto, usam o último sobrenome para se referir a uma pessoa (no meu caso, aqui na Espanha, é esse). E, por algum motivo fonético, eles não conseguem nem pronunciar nem escrever “de Figueiredo”. Ao menos, foi o que pareceu.

Bom, entendi que era eu e fui com ele. Esse senhor era taxista, muito simpático e me levou até o carro, bem furreco, com o qual me levaria para fazer check in no hotel, a alguns minutos dali.

Fora do aeroporto, estava um forno! Era final de julho de 2013. Mas Madri também estava assim quando parti, então tudo bem. Entramos no táxi e, quando nos aproximamos da cidade, parecia que eu estava descendo a Garganta (de Pendotiba) e chegando em Santa Rosa. Tive a sensação de estar em Niterói, mas uma Niterói onde todos falam Grego. Nesse momento vi que minha intuição de contratar o serviço da agência estava certíssima. Não me sentiria segura sozinha numa Niterói que fala Grego. Se fosse uma Madri ou Barcelona ou Paris que fala Grego, tudo bem. Entende? Triste conclusão, mas foi o que pensei. Não só pela possível falta de segurança, mas também pela precária sinalização. Sei que Madri, Barcelona e Paris, que acabo de usar como exemplo, também têm seus problemas, mas estão mais preparadas para acolher um turista, com mapas, placas e wifi mais abundantes.

Fui deixada no hotel e, já no quarto, fiquei intrigada com o fato de não saber o que fazer a partir dali. Segundo a agência, haveria uma senhora que me auxiliaria. Mas, e onde estava ela?

Fui ao banheiro e, minutos depois, toca o telefone.

Atendi: “Hello.” 

E uma voz me respondeu em Espanhol: “Hola, Adriana, ¿qué tal?”

Era a Nikki que, pelo nome, era grega, mas falava Espanhol perfeitamente e trabalhava para a agência. Ela me perguntou se foi tudo bem na viagem, no táxi e no hotel. Disse a ela que foi tudo perfeito, ao que ela me respondeu: “¡Fenomenal!” Ela me contou que gostaria de me ver, mas que talvez não fosse possível. Mas que deixaria um envelope na recepção do hotel para mim com todas as informações e horários. Muito acolhedora! Aí me tranquilizei e fui passear.

No dia seguinte, às 7h40, eu deveria estar no saguão para pegar o ônibus da excursão. Tomei o café-da-manhã e desci. Havia, além de mim, duas moças (mais velhas que eu) esperando também. E eis que chega Eleftheris, nosso maravilhoso guia que soube pronunciar meu sobrenome.

Entramos no ônibus, as duas moças e eu, e ainda passamos por outros hoteis para pegar os outros participantes da excursão.

Eu pensei que dali a gente iria para o próximo hotel, mas não. O esquema era viajar de ônibus durante o dia inteiro, parando nos lugares de interesse histórico e, só lá pelas 19h, chegar no hotel, jantar e dormir. E só ficávamos uma noite em cada hotel. Ou seja, nem desfazia a mala.

Com essa excursão, passamos por Epidauro, Olímpia, Delfos e Meteora. Além de Corinto, Lepanto, Itéa… O guia realmente gostava de nos levar a lugares legais e nos contar a História. Esse guia era grego, mas foi casado com uma espanhola e, por isso, falava muito bem Espanhol. Todos gostaram dele!

As duas moças, as que também estavam no mesmo hotel que eu em Atenas, praticamente me adotaram. Teve uma hora que o guia deu tempo livre para comer e eu saí andando sozinha. Elas estavam andando na frente e, quando olharam para trás e me viram, me chamaram para ir com elas. Fomos a um supermercado comprar algo e elas compraram pão e salaminho para fazer sanduíche. Perguntaram se eu queria e eu aceitei. Na hora de pagar, não me deixaram pagar a minha parte. Depois eu disse que estava comendo de graça e uma delas falou: “Ah, sí. ¡Menuda mariscada!”, ironizando.

No segundo dia, já nos integramos mais com outras pessoas como os casais Manolita e Joaquín (de País Vasco), Ramona e Juán (também do País Vasco), Tito e Elizabeth (de Madri) e um outro Joaquín que também estava sozinho, como eu. Todos eram mais velhos. E nenhum deles se chamava como escrevi agora. Acabo de mudar seus nomes, para preservar suas identidades.

Havia também duas famílias com crianças, um grupo de andaluzes alegres e risonhos (para não desmentir o estereótipo) e três casais de jovens que sempre se mantinham isolados, ou seja, cada casal isolado de todo o grupo. Era tipo uma viagem romântica para eles. Para os casais mais velhos, era tipo uma viagem onde se pode conhecer outros casais mais velhos. Para as famílias, era tipo uma viagem cultural com as crianças. Para mim, era tipo minhas usuais práticas esquisitas e irreverentes. Nunca fui normal, não é agora que serei.

Muitos desses espanhois mais velhos que conheci já tinham viajado por muitos lugares do Brasil, como Pipa, Salvador, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Manaus e teceram vários elogios a esses lugares. Um deles, o Tito, casado com a Elizabeth, irlandesa, me lembrava muito o Antonio Fagundes. E eu disse isso a ele. Deve ter sido em um momento em que faltou assunto, só pode! Por que sou assim?

Ele era catalão, de mãe galega e pai navarro, mas morava em Madri. Já o Joaquín, era nascido no País Vasco, de pai galego e morava em Madri. Teve um jantar em que percebemos que, na mesa, éramos os três um pouco galegos, pois meu pai também nasceu em Galícia.

No fim da excursão pelo Peloponeso e Meteora, o guia disse que o que ele fez foi por ele mesmo, ou seja, pela sua própria satisfação, pois gosta muito de ir àqueles lugares.

Além disso, ele me disse que eu sou muito elegante e que transmito muito equilíbrio. E o fato de estar viajando sozinha dizia muito sobre mim. Só não me contou o quê! E logo decorou meu nome, pois Adriana é quase igual a Adriano, o grande imperador. Quando nos despedimos, ele disse para eu continuar assim. Só não me disse assim como!

 Já no cruzeiro, conheci três brasileiros adoráveis. Eles eram da área de Química e estudavam na França e eram superlegais. Ali eu estava com gente mais nova que eu. Com eles, me diverti muito. Contarei em outra ocasião. Foram muito acolhedores também.

Sempre tenho a grande sorte de conhecer pessoas maravilhosas.

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