O lado poético de Paris

Foto de detalhe da Torre Eiffel vista de baixo.

Feita de peças de ferro e milhões de rebites. E com a delicadeza de um bordado inglês.

Eu já havia estado lá antes. Resolvi voltar em 2012. Não era a minha ideia inicial de destino de férias, pois estava pensando em visitar alguns amigos e familiares na Espanha e aproveitar para conhecer lugares novos. Novos para mim, claro.

Naquela época, eu fazia aulas de sapateado em Niterói e o espetáculo anual de final de ano teria como tema Paris. A minha querida professora, sabendo que eu viajaria de férias para a Europa, me perguntou se eu iria à cidade luz. Eu disse que não estava nos meus planos. Ao que ela me respondeu: “Adriana, Paris sempre está nos planos.”

Foto da Torre atrás de edifícios.

A caminho do encontro com a torre. Olha ela ali!

Conforme os ensaios foram acontecendo e as músicas foram ganhando espaço nas nossas aulas de sapateado, a atmosfera parisiense foi tomando conta de mim. Ainda bem que o tema do espetáculo não era Afeganistão. Percebam que sou muito influenciável pois, no final das contas, fui tomada, pouco a pouco, pelo desejo de voltar à capital francesa. E assim foi.

Eu já tinha percorrido todos os pontos turísticos na primeira vez em que estive lá, em 2009. De modo que os meus passeios, em 2012, foram realmente passeios. Nada de correria, nada de acordar super cedo, nada de “paradas obrigatórias” aqui e ali. Aliás, coisa chata é isso. A pessoa, de férias, ter obrigações. Gostei muito de simplesmente curtir a cidade, caminhando muito, perdendo-me no meio da multidão, parando em uma confeitaria para saborear um docinho.

Foto tirada de dentro do elevador. Dá para ver a estrutura da torre e a cidade.

Subindo e subindo! De dentro do elevador.

Dia 31 de março, é aniversário da Torre Eiffel. Curiosamente, a visita ao topo da torre foi a única atração turística para a qual eu tive paciência de ficar esperando muitos minutos em uma fila. Quase uma hora ou até um pouco mais. E reparem que eu já havia estado lá antes.

Talvez seja mais uma demonstração de que eu sou muito influenciável, já que a torre é o monumento que mais visitas recebe no mundo, dos que cobram entrada. Ou talvez eu quisesse sair do lugar comum (para mim) e estar a quase 300 metros do chão. Ver tudo se tornando progressivamente pequeno e imóvel. Como se o tempo parasse. Como se as pessoas e a cidade é que fossem os souvenirs e a torre fosse a observadora, através dos meus olhos.

Pois é, hoje ela completa 126 anos desde que foi inaugurada, em 1889. (Post escrito em 2015.) O símbolo turístico da França é nada mais nada menos que uma estrutura metálica, projetada por Maurice Koechlin e Émilie Nouguier e construída pelo engenheiro Gustave Eiffel e sua equipe para a Exposição Universal de 1889.

Para mim, ela é a graciosa testemunha de milhões de turistas que neste pouco mais de um século realizaram sonhos, encontraram pessoas, se encontraram, comemoraram conquistas ou simplesmente deram um rolé por aí, apenas para descansar de um ano de trabalho.

Foto do rio Sena cruzando Paris, uma cidade cheia de edifícios e algumas árvores.

Vista de Paris de um dos andares da torre.

Vista da cidade agora de mais um andar subido da torre.

Vista da cidade agora de mais um andar subido da torre.

Très jolie! Em Paris. #paris #france #frança #francia #traveling #travelling #viajar #parisdadri

A post shared by Adriana Rivas :: blog (@adriana_rivas_) on

Siga o lado BOM de TUDO :: blog de Adriana no Pinterest.

Detalhe da Torre Eiffel.

Gostou?

3 ideias sobre “o lado POÉTICO de PARIS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *