Arquivo do Autor: Adriana Rivas

Mar Morto. Ou… Mar Esmaecido, azul bebê, esfumado.

E chegou o dia de conhecer o Mar Morto! Quem diria?! Tinha curiosidade há tempos mas confesso que nunca procurei saber muito sobre ele. Sabia que as pessoas boiavam lá devido à alta salinidade das suas águas e também vinham lampejos de memória de haver visto produtos de beleza associados às suas propriedades medicinais. Mas era só.

Por causa do seu nome, creio eu, a imagem mental que eu tinha era de um mar de coloração densa e opaca e rodeado de uma paisagem hostil e tristonha.

Porém… chegou o dia de conhecê-lo e lá fomos nós!

Nesse dia, em outubro de 2018, a primeira parada havia sido Massada, onde há um sítio arqueológico sobre o qual contarei outro dia. É, meus queridos, aqui a ordem cronológica não é respeitada, como já puderam perceber.

Da Fortaleza de Massada, vendo o Mar Morto pela primeira vez. Eu, né? Porque o pássaro já está cansado de ver.

A primeira vez que vi o Mar Morto foi, então, do alto da Fortaleza de Massada. Onde tudo era bege e arenoso, despontava sinuosamente, pertinho do horizonte, um rio de cor azul bebê esfumado como um detalhe de uma obra de Leonardo. Pelo menos foi assim que eu o vi.

Mas, espera um pouco… Rio?? Então, não é um mar? Não. E também não é um rio, mas um lago de água salgada. Talvez venha daí o seu nome, já que os lagos na sua grande maioria, têm água doce. O que ocorre é que qualquer água doce que entre no lago, não tem por onde sair, evaporando-se e, consequentemente, deixando os sais minerais ali, aumentando a sua concentração. A água vem, principalmente, do Rio Jordão.

Já o “Morto” vem do fato de lá quase não haver vida, por causa da grande — eu disse grande — concentração de sal. Bom, vida aquática, né? Porque, de seres humanos não havia escassez.

Vale lembrar que, no caminho de Massada ao Mar Morto, a estrada ia contornando o lago, dando a sensação de que até poderia ser acessível por qualquer um dos pontos do seu perímetro. No entanto, um amigo nosso, que é de Israel, nos advertiu de que é um tanto perigoso entrar no Mar Morto aleatoriamente, já que, em algumas partes, há rachaduras no fundo e parece que a pressão atmosférica pode fazer com que essas rachaduras “puxem” uma pessoa em sua direção. Nunca tinha ouvido falar disso, mas me convenceu prontamente.

Pareço uma colagem, mas eu estava lá mesmo. Nesta parte, parecia que se podia dar alguns passos e entrar no Mar Morto, mas nem pensem. Cuidado com as rachaduras sugadoras. :P

O mais recomendável, se você estiver em Israel, é, portanto, ir a Ein Bokek, onde, além de não haver rachaduras sugadoras, há uma infraestrutura em volta, com um pequeno comércio e hotéis. Aliás, era bem comum ver pessoas se dirigindo ao Mar Morto, pelas ruas da região, já vestidas de roupão branco e calçando chinelos, também brancos, de usar dentro do quarto, sabem como?

Em um primeiro momento, não entendi por quê. Depois vi que todos vinham de um hotel. Certamente, o outfit vinha de lá. Mas, de qualquer forma, achei engraçado usar chinelos de quarto para ir à praia. Ok, não é uma praia mas, tecnicamente, sim.

Lá vão duas das muitas pessoas com roupão branco e chinelos de quarto, como se não houvesse amanhã.

Achei simpático e informativo colocarem uma plaquinha dizendo que estávamos a 338 metros abaixo do nível do mar. A região é a depressão mais profunda do planeta, chegando a 411 metros de profundidade. Dito assim, até pode não parecer grande coisa. Mas faça o exercício mental de imaginar que, a 411 metros acima de você está a superfície dos mares do mundo. É de pirar, né?

Neste ponto, 388,95 metros abaixo do nível do mar.

A essa altura eu já estava ansiosa para ver o Mar Morto de perto e boiar, claro. Aliás, o mais impressionante não é boiar, já que isso você pode fazer em qualquer praia ou piscina. O divertido mesmo é que é impossível não boiar.

Parece que está sentado em um banquinho, mas não!

Você pode se colocar em qualquer posição que não vai afundar de jeito nenhum. E nem tente mergulhar! Além de ter que fazer uma força hercúlea para que aquela água teimosa pare de te empurrar para cima, é perigoso para a saúde. Tem a ver com pressão, então não façam esse esforço para, ainda por cima, se darem mal. Além disso, a água é super salgada e não convém abrir os olhos abaixo da superfície.

Não preciso nem dizer que é melhor não fazer a barba ou se depilar no dia anterior, né? A menos que queira se torturar numa salmoura. Eu me lembrei bem disso e passei a dica aos meus amigos. É algo óbvio, mas que qualquer um pode se esquecer.

Juntos no shallow em outubro de 2018!!

Eu só sei que eu entrei na água e não queria sair dali. É realmente incrível a sensação, tão diferente do habitual. Ah, e o fundo é puro sal, praticamente. Enquanto que a margem tem areia, a base por baixo da água é uma pasta branca e não encontro nenhum outra explicação que não seja dizer que era sal.

Só saí do mar mesmo quando começou a chover e também porque o sol já começava a se por e ainda tínhamos que ir para outro lugar, passar a noite em um acampamento beduíno.

É impressionante como o tato da pele e dos cabelos mudou depois desse banho no Mar Morto. Pareciam uma seda. Mas era apenas uma sensação mesmo, já que visualmente não vi diferença. O que achei engraçado foi que, depois de sair dali, fomos para o tal acampamento, que estava há mais ou menos 1 hora de carro, jantamos, para não perdermos a hora do jantar e, mesmo depois desse tempo todo, o cabelo estava molhado. Surreal! Não sei qual seria a explicação para isso. Alguém?

Agora fiquem com essas belas imagens do Mar Azul Bebê! Digo, Mar Morto.

Até que tem vida na praia do Mar Morto. Hehehe…
Fim de tarde em Ein Bokek.
É curioso como as montanhas ao fundo parecem uma pintura esfumada.

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o lado FÁCIL de ECONOMIZAR


Um traço importante da minha personalidade é saber economizar. Sou aquela pessoa que sempre pensa antes de comprar alguma coisa. E, uma vez tomada a decisão por adquirir algo novo, pesquisa preços em diferentes lugares. Alguém mais é assim?

Pois muito bem. Dia desses conheci um site que ajuda muito a economizar. É o cupomvalido!

Se você tem em vista fazer alguma compra pela internet, vale dar uma olhada no site. É certeza de que vai encontrar um cupom de desconto para o que você deseja. A variedade é imensa: livros, viagens, sapatos, eletrodomésticos, roupas, comida, supermercado e mais.

E como funciona? Simples! Dou um exemplo:

Digamos que eu queira comprar um livro na Saraiva. O que é, de fato, verdade. :-)

Acessando o site cupomvalido.com.br, tenho à minha disposição uma grande quantidade de lojas parceiras. Desta vez, vou escolher quem? A Saraiva! E clico no botão correspondente.

hhh

Automaticamente aparecerão todos os cupons do dia para esta loja. O bom é que a lista está sempre atualizada, ou seja, garantia de sucesso.

Como o que eu quero é comprar um livro, o que mais me convém agora é o primeiro cupom da lista. Clico, então, em “clique para ver o cupom”.

A-há! Aí está ele. Olhem que bonitinho! Copio o texto mostrado. No caso é o CUPOMVALIDO10. E clico em “Ir para a Loja”. E voilà!

Na loja, escolho o livro que quero e, na hora de pagar, colo o texto copiado do cupom. Simples e sem surpresas.

A boa é dar sempre uma olhada no site cupomvalido para ver os cupons do dia e usá-los na grande variedade de lojas on-line.

De nada, pessoal! Boas compras e bons descontos!


O lado incomum de Meteora

É mesmo de tirar o fôlego!

Quem gosta de paisagens incomuns de tirar o fôlego pode deixar de ir a Meteora sim. Mas perderá uma grande oportunidade de ser testemunha de um deslumbrante conjunto de rochas que soberbamente parecem se erguer de um vale, na região da Tessália, na Grécia.

Meteora significa, em grego, “suspenso no ar” e, de fato, tinha pedregulho ali que desafiava a minha percepção visual. Algumas rochas menores pareciam estar equilibradas em rochas maiores e nas mais esdrúxulas posições. Juro!

A teoria mais aceita sobre como se formou Meteora sustenta que ali, naquele vale, havia um lago que acumulava sedimentos levados por um rio. Devido à movimentação das placas tectônicas, a água do então lago escoou para o mar Egeu, fazendo aparecer o conjunto de rochas formadas pelo acúmulo desses sedimentos trazidos pelo antigo rio. Terremotos, chuvas e ventos ajudaram a esculpir essas belezas. Continue reading “o lado INCOMUM de METEORA” »


[para comer] ESCONDIDINHO DE CARNE MOÍDA

A primeira vez que preparei um escondidinho foi para uma festa junina que fiz em casa, em Madri, para uns amigos meus. O recheio escolhido foi carne seca e todo mundo adorou! Até hoje tem gente que me pergunta quando vou fazer outro. São sempre as mesmas duas pessoas, mas, enfim, é verdade.

De lá para cá, fui melhorando – e muito! – na execução do prato. Ouvi a crítica construtiva da minha querida amiga Lili, que disse que a massa estava boa, porém muito “doce” ainda. Ela é mineira e cozinha maravilhosamente bem. Não quero reforçar estereótipos. Você que é mineira e, por acaso, não sabe ou não quer cozinhar, está certa também. :-)

O fato é que eu, que não sou boba nem nada, considerei a opinião da Lili e persegui a ideia de fazer uma massa mais temperada, além de mais fofinha. E o recheio? Não voltei a fazer de carne seca porque aqui é mais difícil de encontrar, só havendo em loja especializada em produtos brasileiros. Já o aipim é muito fácil de achar e tem o nome de yuca.

Agora vamos à receita de escondidinho de carne moída. Então, vamos lá!

 

Usei para a massa:

* dois aipins (juntos, pesavam 1,5 kg) Continue reading “[para comer] ESCONDIDINHO DE CARNE MOÍDA” »


O lado livraria de um restaurante.

Lupe no colo de Mamãe :-)

Com a companhia da cachorrinha Lupe para lá e para cá, o leque de opções olfativas dessa mascotinha aumentou consideravelmente. E nós, seus acompanhantes, também tivemos que farejar alternativas de lugares aonde ir para almoçar, por exemplo.

Um dos restaurantes mais legais que existem em Madri e que permitem a entrada de cachorros é o “El dinosaurio todavía estaba allí”. Já começa pelo nome, que eu achei o máximo. Procurando na internet, soube que faz referência a um micro conto do escritor guatemalteco Augusto Monterroso. Como trata-se de um micro conto, posso transcrevê-lo agora mesmo, sem problemas:

“El dinosaurio

Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí.”

FIM :-)

Ao chegar lá, percebe-se que o local é cheio de estilo. Estantes feitas com papel corrugado e repletas de livros encantam o ambiente. E, claro, alguns dinossauros também marcam presença.

Mas nome bonito e decoração estilosa não enchem barriga, né? E a comida é uma delícia! Continue reading “o lado LIVRARIA de UM RESTAURANTE” »


[para comer] PESTO DE MANJERICÃO

Delícia!

Tudo começou quando eu ganhei, da minha prima, umas sementinhas de manjericão. Eu simplesmente adoro manjericão e estava obstinada a plantá-las e fazê-las crescer bonitas e apetitosas. Shhhhh… Elas que não me escutassem.

A primeira tentativa não deu certo. As sementes germinaram mas não cresceram muito. Foi quando, meses depois, vi em uma lojinha um potinho de plástico com vários buraquinhos e uma tampa transparente. Era uma espécie de berçário de pequenas plantinhas. Enche-se cada buraquinho com terra e, em cada um deles, algumas sementes são plantadas. Rega-se e mantém-se coberto com a tampa transparente que Continue reading “[para comer] PESTO DE MANJERICÃO” »


O lado autoritário de um guia.

Belas mesquitas no centro histórico do Cairo.

Era a última noite do último dia de excursão pela cidade do Cairo. Em companhia do grupo, que se resumia a uma adorável família que vivia em Madri, eu havia passado quatro dias intensos, de cultura e conhecimento, e relaxantes, de conversas e gargalhadas.

Esses quatro dias no Cairo tinham sido a segunda parte da viagem, que começou com um cruzeiro pelo Nilo, com paradas nas cidades que haviam sido as principais no Antigo Egito. No cruzeiro, o nosso guia era outro, bastante diferente do guia da excursão em terra. Todas as pessoas são diferentes entre si, claro. Mas esse guia do Cairo chamou a minha atenção por diversos motivos, os quais contarei aos poucos.

Como tudo que começa tem um fim, lá estávamos nós, contentes que só, aproveitando as últimas horas do último dia, sempre em companhia do guia. Ele nos levou para jantar em um restaurante que tinha uma parte externa com mesinhas e cadeiras. A ideia era experimentar mais alguma comida típica dali. Pedimos arroz enrolado em folhas de parreira e, para complementar, um prato de frango com arroz e especiarias.

Eu disse que esse guia era peculiar, não? Pois bem. Desde o primeiro dia, ele Continue reading “o lado AUTORITÁRIO de UM GUIA” »