Arquivo da categoria: viagens

O lado florido da Holanda.

Foto de um canteiro de tulipas vermelhas.

As clássicas tulipas vermelhas.

Quando cheguei ao belíssimo Keukenhof, minha vontade era de me dissolver no parque inteiro. Parecia que meu limitado ser, com os meus limitados sentidos eram insuficientes para apreciar aquele lugar em sua totalidade.

Este, que é o mais famoso parque de tulipas e outras flores de bulbo da Holanda, está a 30 min em trem da cidade de Amsterdam e só abre na primavera, por motivos óbvios. Durante o restante do ano, porém, não se enganem, o trabalho é árduo e quase artesanal, mas nem por isso menos prazeroso. Bom, pelo menos eu acho. Não fiz nenhuma pesquisa para saber se os seus funcionários gostam de trabalhar lá, mas eu adoraria. Continue reading “o lado FLORIDO da HOLANDA” »

O lado histórico do Pastel de Belém

Agora mesmo, eu estou com muita fome. E com vontade de comer um delicioso pastel de Belém. No entanto, pastéis de Belém só existem em Belém, ó pá! Que óbvio, se o próprio nome já diz. E não é Belém do Pará.

Foto de pasteis de Belém.

Mmmmmm…! É a única legenda que eu consigo pensar para esta imagem.

Esta é uma das situações famosas, passadas de gerações para gerações de turistas que vão a Portugal. Eu nunca passei por isso, mas gente que eu conheço me conta esse tipo de história à exaustão. A pessoa entra em uma confeitaria, vê um pastel de Belém, pede o pastel de Belém no balcão e o atendente diz: “Vais me desculpar, mas nós não temos cá nenhum pastel de Belém.” Claro. Os pastéis são de nata, do mesmo modo que os de Belém são, mas não são “de Belém”. São de Santarém, de Cascais, do Porto, de Coimbra, de Funchal… São de onde os benditos pastéis estejam. Ou seja, a sua localização geográfica no globo terrestre. Ou não. Mas “de Belém”, de jeito nenhum. Continue reading “o lado HISTÓRICO do PASTEL DE BELÉM” »

O lado engarrafado do Cairo.

Trânsito na cidade do Cairo.

Embora o Egito seja um país repleto de lugares únicos como os complexos arqueológicos com seus templos, pirâmides e colossos, devo dizer que vi lá muitas coisas semelhantes ao que conheço do Brasil. Na cidade do Cairo, por exemplo.

Depois do cruzeiro, que terminou em Assuã, pegamos um avião com destino ao Cairo, onde se daria a segunda parte da excursão. Chegamos ali às 15h. Agora éramos somente cinco pessoas no grupo: apenas uma família moradora de Madri (pai, mãe, filha e filho adolescentes) e eu.

Ao desembarcar, um novo guia nos recepcionou e nos levou até uma van que nos conduziria aos hotéis, previamente reservados pela agência de Madri. A minha reserva era em um hotel na área das pirâmides. Já a tal família estava em um outro hotel, mais para o centro do Cairo. Até aí, nada de mais. Continue reading “o lado ENGARRAFADO do CAIRO” »

O lado B de Notting Hill

Foto de uma rua em Notting Hill. Casinhas coloridas, mas em tons terrosos. Um senhor na porta de casa abrindo o guarda-chuva.

Começava a chover e o morador saía de sua casa abrindo o guarda chuva.

Minha imagem mental de Notting Hill nunca havia ultrapassado os limites sugeridos pelo filme de mesmo nome, protagonizado por Julia Roberts e Hugh Grant. Melhor dizendo, eu nunca havia tomado conhecimento desse bairro de Londres antes de assistir à história de Anna Scott e William Thacker, em 1999. Eu, como muitos outros turistas, quis ir até lá motivada pelo filme, de onde eu conhecia o lugar.

E devo dizer que, ao passear pelas simpáticas ruas com suas casinhas fofas, coloridas e singelas, minha ideia de Notting Hill não mudou nada não. Continuou sendo um bairro bem inglesinho e querendo ser cool. De fato, as moradias de arquitetura vitoriana foram construídas pela alta sociedade. Mas durante a Segunda Guerra Mundial, bombardeios alemães abalaram algumas das construções. Continue reading “o lado B de NOTTING HILL” »

O lado sincero do Haggis.

Quando se viaja a um lugar, deseja-se conhecer sua cultura, sua História, seu povo, sua natureza e sua comida, claro. Pelo menos eu sou assim.

Na Escócia não foi diferente. Antes de chegar em tal país, ainda passeando pela Irlanda, uma colega de excursão, paquistanesa, que já havia estado em terras escocesas, me disse que eu TINHA que provar o Haggis. E voltou a dizê-lo outras vezes mais.

Padrão decorativo.

Já em Edimburgo, capital escocesa, paramos em um restaurante, uma amiga brasileira e eu, para jantar. “Ummm… Haggis… Acho que vou pedir, é típico daqui!”, disse eu, olhando o cardápio. Ao que a minha amiga comentou: “Eu pediria, mas tenho receio de pedir algo que não conheço. Podia ter uma foto aqui, para a gente ter uma ideia de como é.

Quando a garçonete se aproximou para anotar os pedidos, minha amiga perguntou: “Por favor, estamos querendo pedir o Haggis, mas seria possível ver alguma foto para saber como é? É que não fazemos ideia do que seja.” A mocinha disse: “Oh, sim!” E rapidamente pegou, da outra mesa, uma cartolina A4 plastificada. Pensei: “Nossa! E não é que ela tinha uma foto, separada, do tal prato mesmo?”

Minha amiga pegou a cartolina e começou a fazer caras estranhas. Continue reading “o lado SINCERO do HAGGIS” »

O lado movimentado de Abu Simbel.

Foto do Templo de Ramsés.

Depois de horas de viagem pelo deserto, a recompensa!

Como contei em outra ocasião, os passeios diários pelo Egito, durante o cruzeiro pelo Nilo, costumavam começar pelas manhãs, bem cedinho. Logo no primeiro dia, toma! Acordar às 5h. Mas houve uma vez em que todos os meus conceitos de “manhã” e “dormir” tiveram que ser revistos. “Mañana vamos a salir a las 3h. Os pongo la alarma para las 2h50, ¿qué tal?”, disse Áli, o guia. Ou seja, 10 minutinhos para se levantar, se arrumar e descer. Ou acordar ainda mais cedo, por conta própria, e organizar o tempo como quisesse, desde que— atenção! —, todos estivessem a postos na saída do navio indubitavelmente às 3h da manhã. Bem… Da madrugada, né? Continue reading “o lado MOVIMENTADO de ABU SIMBEL” »

O lado verde da Laguna Negra

Imagem da Laguna Negra.

Laguna Negra tal como a vi pela primeira vez.

“¿Te apetece ir a la Laguna Negra, en Soria? Es un lugar que está bien para conocer.” Assim me apresentaram à ideia de conhecer essa lagoa.

Procurei no Google informações sobre ela e por que seria esse um lugar interessante. Não que eu seja muito seletiva com relação a isso. Falou “vamos” e “laguna”, para mim já está valendo! Gosto muito de passeios ao ar livre e de contemplar as belezas da natureza. Mas, claro, por curiosidade, deixe-me pegar meu celular, que está tão à mão, e dar uma bisbilhotada no que diz “a internet”. Continue reading “o lado VERDE da LAGUNA NEGRA” »