Arquivo da categoria: viagens

O lado ambíguo de Gibraltar

Uma das principais praças do centro de Gilbraltar. E o rochedo ao fundo.

No centro de Gilbraltar. O Peñón está ao fundo, coberto com nuvens.

Eu pensava que já havia visto Gibraltar pela televisão, há muitos anos, em um documentário. Mas eu estava enganada. O documentário em questão era sobre o macaco-de-Gibraltar, espécie de macaco que se encontra sim em dito lugar, mas que não ocorre somente lá. A ideia que eu fazia dali era, então, a de um povoado/cidade com esses macacos andando por todo lado, entre as pessoas. Mas, não. Esse lugar do documentário não era Gibraltar. Era outro. Talvez o norte da África ou alguma parte da Ásia, não sei.

Bom, falemos então de Gibraltar, que foi o lugar que eu conheci esta quinta-feira que passou. (Post escrito em 15 de abril de 2015.) Continue reading “o lado AMBÍGUO de GIBRALTAR” »

O lado embasbacante de Epidauro

Foto tirada da última fileira. Se vêem montanhas e vegetação ao fundo.

Da última fileira da arquibancada do Teatro Antigo de Epidauro. Uau!

Como contei em outra ocasião, a minha intenção com relação à Grécia era simplesmente conhecer Atenas – lugar mítico e capital do país – e uma ilhazinha grega qualquer apenas para que eu me sentisse em um dos paraísos em cujas fotos babava há um bom tempo. “E lamba os beiços!”, dizia eu a mim mesma. Meu senso de pão-durice sempre foi muito aguçado. Que dificuldade tive de começar a soltar dinheiro. Porém foi graças à tacanhez do prólogo da minha vida que eu pude me dar esses pequenos luxos.

E que melhor luxo e melhor presente eu poderia dar a mim mesma que não uma bela e completa viagem cultural? Grécia… Quem diria? E, mais do que Atenas, um circuito pelo Peloponeso e Meteora. Além das principais ilhas. Continue reading “o lado EMBASBACANTE de EPIDAURO” »

O lado poético de Paris

Foto de detalhe da Torre Eiffel vista de baixo.

Feita de peças de ferro e milhões de rebites. E com a delicadeza de um bordado inglês.

Eu já havia estado lá antes. Resolvi voltar em 2012. Não era a minha ideia inicial de destino de férias, pois estava pensando em visitar alguns amigos e familiares na Espanha e aproveitar para conhecer lugares novos. Novos para mim, claro.

Naquela época, eu fazia aulas de sapateado em Niterói e o espetáculo anual de final de ano teria como tema Paris. A minha querida professora, sabendo que eu viajaria de férias para a Europa, me perguntou se eu iria à cidade luz. Eu disse que não estava nos meus planos. Ao que ela me respondeu: “Adriana, Paris sempre está nos planos.” Continue reading “o lado POÉTICO de PARIS” »

O lado cervejeiro de Dublin.

Foto panorâmica da cidade de Dublin.

Dublin, cidade natal da Guinness.

Fui parar na Irlanda totalmente ignorante sobre cervejas e mais ainda sobre a Guinness. Sim, é verdade. Provavelmente eu tinha alguma imagem do logotipo dela lá nas camadas mais profundas da minha memória. Mas lá no fundo mesmo. Dessas coisas que a gente olha, mas não vê.

Pois bem, para quem não sabia rigorosamente nada sobre a Guinness, eu saí da Irlanda com algum conhecimento sobre o tema e uma curva de aprendizado mais íngreme do que a trilha do Costão de Itacoatiara. Continue reading “o lado CERVEJEIRO de DUBLIN” »

O lado colorido da Irlanda.

Foto de um prado com vaquinhas e ovelhas e uma casa. E um arco-íris, óbvio.

Momento mágico e fugaz.

Além do verde (muito!) vibrante dos prados irlandeses, uma coisa que me chamou a atenção foi a quantidade bastante admirável de arco-íris. Não era para menos. Tanta chuva e tanto sol ao mesmo tempo só poderia dar nisso. O que eu achei ótimo!

Diz a lenda que, no final de um arco-íris, há um pote de ouro. E é assim que começa e termina a historinha que eu sei. Na Irlanda, este conto pode ter a participação especial de uma criatura da mitologia celta, o leprechaun. Continue reading “o lado COLORIDO da IRLANDA” »

Os lados es(x)quisitos da horchata.

Quando morei em Barcelona, em 2009, tive o prazer de conhecer uma bebida refrescante chamada horchata de chufa. Ou, em valenciano, orxata de xufa.

Foto de um copo com Horchata.

Horchata geladinha!

Ainda era inverno quando soube, através de uma amiga, da existência desse líquido suavemente doce. A horchata deve ser tomada muito fria, o que nos leva a pensar que deve ser consumida no verão. Principalmente porque, no inverno, só dá vontade de tomar chás, cafés e chocolates quentes. Digo por mim, claro. Os fiéis à cerveja, por exemplo, não a deixam por nada, pouco importando a estação do ano.

Mas, enfim, a horchata, como não é alcoólica, não tem esse apelo nos dias de frio. Mas nos dias quentes, mmmm…! Que delícia!

Estou eu aqui dizendo maravilhas da horchata e, muito provavelmente, acontecerá algo que é pouco vantajoso neste mundo de experiências sensoriais: a expectativa de quem lê este texto. Nós, brasileiros, temos a tendência a preferir o doce bem doce. Continue reading “os lados ES(x)QUISITOS da HORCHATA” »

O lado bucólico dos Lagos de Covadonga

Foto de um dos lagos e um vaca pastando.

Paisagem fenomenal. Lago Enol e uma vaquinha asturiana.

Pense em Espanha. O que vem à sua cabeça? Madri, Barcelona, Sevilha, Granada. Estas são as cidades mais destacadas nos roteiros de viagem e no imaginário popular turista. Pois hoje vamos mudar isso. Vamos falar do norte deste heterogêneo país.

Eu poderia dizer milhões de coisas sobre as comunidades autônomas do norte. Mas vou me fixar somente em Astúrias. Eu poderia dizer milhões de coisas sobre Astúrias, mas vou me concentrar somente nos Lagos de Covadonga. É um lugar que merece ser conhecido. E você,  – você mesmo! – merece conhecê-lo. Continue reading “o lado BUCÓLICO dos LAGOS DE COVADONGA” »