Arquivo da tag: viagens

O lado aconchegante das Highlands

Eu no alto de uma montanha nas highlands.

Pessoa que vai temática fazer turismo na Escócia. Dêem uma gaita de foles para ela!

Muitos despertares ao raiar da aurora. Se, nos verões grego e egípcio, me levantava cedo para visitar os pontos turísticos antes das 15h com o objetivo de não ser esturricada pelo calor do Sol, no outono escocês o motivo do alarme tão cedinho era outro: conseguir aproveitar ao máximo os tenros raios solares que tocam essa parte do planeta naquela estação do ano. E tão prontamente se vão, trazendo o início da noite às 16h da tarde.

Um grande sacrifício não era, em realidade. Mas o esforço, ainda que nada dramático, dava um ar de recompensa aos lugares visitados. Continue reading “o lado ACONCHEGANTE das HIGHLANDS” »

Imagem feita a partir de textos.

Faltava ainda meia hora para a partida do trem. Cheguei com antecedência porque prefiro chegar com tempo, fazer um reconhecimento do local, averiguar direito para onde tenho que ir… Sabe como é. Detesto ter que agir sob pressão. Podendo evitar, é o que faço.

Apesar das placas na estação de trem Termini, em Roma, estarem em italiano, não foi difícil encontrar o “binario” que me correspondia. Ou seja, a plataforma onde estaria o trem que eu deveria tomar para ir ao aeroporto e pegar o avião de volta a Barcelona, onde eu morava naquela época, em 2009.

E o trem já estava lá. “Que maravilha!”, pensei. “Vou entrar e espero lá dentro.” Validei a minha passagem e entrei. Tomei assento e ali fiquei, revendo as fotos que havia tirado nos quatro excelentes dias que passei naquela cidade, pelo visor da máquina fotográfica.

Duas fotos, uma ao lado da outra. Na primeira estou eu em uma autofoto, só o rosto, e parte do Coliseo atrás. Na segunda, estou de corpo inteiro e o Coliseo atrás e outros turistas.

Com o Coliseu, em dois dias diferentes!

Vi e revi as fotos, bebi água, fiquei um tempo parada e refletindo olhando pela janela do trem. E as pessoas chegavam e chegavam. Até que deu a hora da partida. Continue reading “o lado TEATRAL de ROMA” »

O lado fofo de uma lembrança.

Foto do Lago Ness em um dia nublado. Árvores em volta e gramado.

Ei! Alguém aí?! Em Loch Ness.

Quando eu era criança, o meu dinossauro preferido era o plesiossauro. Meu irmão e eu tínhamos uma enciclopédia de História Natural onde havia uma ilustração desse animal gigante, verde, com pescoço comprido, patas de nadadeiras e boca cheia de dentes pontiagudos que me causava um misto de admiração e medo. Já me disseram que ele não é exatamente um dinossauro, ou seja, não se encaixa nessa definição, mas tudo bem. Para mim, é dinossauro sim. Dino significa terrível. Sauro quer dizer lagarto. Vai me dizer que o plesiossauro é um fofo? Não. Então é dinossauro e pronto. Humpf! Continue reading “o lado FOFO de uma LEMBRANÇA” »

O lado ambíguo de Gibraltar

Uma das principais praças do centro de Gilbraltar. E o rochedo ao fundo.

No centro de Gilbraltar. O Peñón está ao fundo, coberto com nuvens.

Eu pensava que já havia visto Gibraltar pela televisão, há muitos anos, em um documentário. Mas eu estava enganada. O documentário em questão era sobre o macaco-de-Gibraltar, espécie de macaco que se encontra sim em dito lugar, mas que não ocorre somente lá. A ideia que eu fazia dali era, então, a de um povoado/cidade com esses macacos andando por todo lado, entre as pessoas. Mas, não. Esse lugar do documentário não era Gibraltar. Era outro. Talvez o norte da África ou alguma parte da Ásia, não sei.

Bom, falemos então de Gibraltar, que foi o lugar que eu conheci esta quinta-feira que passou. (Post escrito em 15 de abril de 2015.) Continue reading “o lado AMBÍGUO de GIBRALTAR” »

O lado embasbacante de Epidauro

Foto tirada da última fileira. Se vêem montanhas e vegetação ao fundo.

Da última fileira da arquibancada do Teatro Antigo de Epidauro. Uau!

Como contei em outra ocasião, a minha intenção com relação à Grécia era simplesmente conhecer Atenas – lugar mítico e capital do país – e uma ilhazinha grega qualquer apenas para que eu me sentisse em um dos paraísos em cujas fotos babava há um bom tempo. “E lamba os beiços!”, dizia eu a mim mesma. Meu senso de pão-durice sempre foi muito aguçado. Que dificuldade tive de começar a soltar dinheiro. Porém foi graças à tacanhez do prólogo da minha vida que eu pude me dar esses pequenos luxos.

E que melhor luxo e melhor presente eu poderia dar a mim mesma que não uma bela e completa viagem cultural? Grécia… Quem diria? E, mais do que Atenas, um circuito pelo Peloponeso e Meteora. Além das principais ilhas. Continue reading “o lado EMBASBACANTE de EPIDAURO” »

O lado poético de Paris

Foto de detalhe da Torre Eiffel vista de baixo.

Feita de peças de ferro e milhões de rebites. E com a delicadeza de um bordado inglês.

Eu já havia estado lá antes. Resolvi voltar em 2012. Não era a minha ideia inicial de destino de férias, pois estava pensando em visitar alguns amigos e familiares na Espanha e aproveitar para conhecer lugares novos. Novos para mim, claro.

Naquela época, eu fazia aulas de sapateado em Niterói e o espetáculo anual de final de ano teria como tema Paris. A minha querida professora, sabendo que eu viajaria de férias para a Europa, me perguntou se eu iria à cidade luz. Eu disse que não estava nos meus planos. Ao que ela me respondeu: “Adriana, Paris sempre está nos planos.” Continue reading “o lado POÉTICO de PARIS” »

O lado cervejeiro de Dublin.

Foto panorâmica da cidade de Dublin.

Dublin, cidade natal da Guinness.

Fui parar na Irlanda totalmente ignorante sobre cervejas e mais ainda sobre a Guinness. Sim, é verdade. Provavelmente eu tinha alguma imagem do logotipo dela lá nas camadas mais profundas da minha memória. Mas lá no fundo mesmo. Dessas coisas que a gente olha, mas não vê.

Pois bem, para quem não sabia rigorosamente nada sobre a Guinness, eu saí da Irlanda com algum conhecimento sobre o tema e uma curva de aprendizado mais íngreme do que a trilha do Costão de Itacoatiara. Continue reading “o lado CERVEJEIRO de DUBLIN” »