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O lado colorido da Irlanda.

Foto de um prado com vaquinhas e ovelhas e uma casa. E um arco-íris, óbvio.

Momento mágico e fugaz.

Além do verde (muito!) vibrante dos prados irlandeses, uma coisa que me chamou a atenção foi a quantidade bastante admirável de arco-íris. Não era para menos. Tanta chuva e tanto sol ao mesmo tempo só poderia dar nisso. O que eu achei ótimo!

Diz a lenda que, no final de um arco-íris, há um pote de ouro. E é assim que começa e termina a historinha que eu sei. Na Irlanda, este conto pode ter a participação especial de uma criatura da mitologia celta, o leprechaun. Continue reading “o lado COLORIDO da IRLANDA” »

Os lados es(x)quisitos da horchata.

Quando morei em Barcelona, em 2009, tive o prazer de conhecer uma bebida refrescante chamada horchata de chufa. Ou, em valenciano, orxata de xufa.

Foto de um copo com Horchata.

Horchata geladinha!

Ainda era inverno quando soube, através de uma amiga, da existência desse líquido suavemente doce. A horchata deve ser tomada muito fria, o que nos leva a pensar que deve ser consumida no verão. Principalmente porque, no inverno, só dá vontade de tomar chás, cafés e chocolates quentes. Digo por mim, claro. Os fiéis à cerveja, por exemplo, não a deixam por nada, pouco importando a estação do ano.

Mas, enfim, a horchata, como não é alcoólica, não tem esse apelo nos dias de frio. Mas nos dias quentes, mmmm…! Que delícia!

Estou eu aqui dizendo maravilhas da horchata e, muito provavelmente, acontecerá algo que é pouco vantajoso neste mundo de experiências sensoriais: a expectativa de quem lê este texto. Nós, brasileiros, temos a tendência a preferir o doce bem doce. Continue reading “os lados ES(x)QUISITOS da HORCHATA” »

O lado bucólico dos Lagos de Covadonga

Foto de um dos lagos e um vaca pastando.

Paisagem fenomenal. Lago Enol e uma vaquinha asturiana.

Pense em Espanha. O que vem à sua cabeça? Madri, Barcelona, Sevilha, Granada. Estas são as cidades mais destacadas nos roteiros de viagem e no imaginário popular turista. Pois hoje vamos mudar isso. Vamos falar do norte deste heterogêneo país.

Eu poderia dizer milhões de coisas sobre as comunidades autônomas do norte. Mas vou me fixar somente em Astúrias. Eu poderia dizer milhões de coisas sobre Astúrias, mas vou me concentrar somente nos Lagos de Covadonga. É um lugar que merece ser conhecido. E você,  – você mesmo! – merece conhecê-lo. Continue reading “o lado BUCÓLICO dos LAGOS DE COVADONGA” »

O lado pouco prático de uma balinha.

Foto de duas balas gigantes. Cada uma tem em torno de 10 x 5 cm.

As curiosas balinhas. Uma sabor limão e a outra, morango.

Está aí uma coisa que eu nunca imaginei ver. Não que seja uma coisa de outro mundo. Não. Afinal há de tudo neste mundo. Mas nunca me passou pela cabeça fazer uma bala do tamanho de um ladrilho. Sim, isso existe. Chama-se Adoquín del Pilar e tem o formato e o tamanho de um paralelepípedo de calçada. Continue reading “o lado POUCO PRÁTICO de uma BALINHA” »

O lado florido da Holanda.

Foto de um canteiro de tulipas vermelhas.

As clássicas tulipas vermelhas.

Quando cheguei ao belíssimo Keukenhof, minha vontade era de me dissolver no parque inteiro. Parecia que meu limitado ser, com os meus limitados sentidos eram insuficientes para apreciar aquele lugar em sua totalidade.

Este, que é o mais famoso parque de tulipas e outras flores de bulbo da Holanda, está a 30 min em trem da cidade de Amsterdam e só abre na primavera, por motivos óbvios. Durante o restante do ano, porém, não se enganem, o trabalho é árduo e quase artesanal, mas nem por isso menos prazeroso. Bom, pelo menos eu acho. Não fiz nenhuma pesquisa para saber se os seus funcionários gostam de trabalhar lá, mas eu adoraria. Continue reading “o lado FLORIDO da HOLANDA” »

O lado histórico do Pastel de Belém

Agora mesmo, eu estou com muita fome. E com vontade de comer um delicioso pastel de Belém. No entanto, pastéis de Belém só existem em Belém, ó pá! Que óbvio, se o próprio nome já diz. E não é Belém do Pará.

Foto de pasteis de Belém.

Mmmmmm…! É a única legenda que eu consigo pensar para esta imagem.

Esta é uma das situações famosas, passadas de gerações para gerações de turistas que vão a Portugal. Eu nunca passei por isso, mas gente que eu conheço me conta esse tipo de história à exaustão. A pessoa entra em uma confeitaria, vê um pastel de Belém, pede o pastel de Belém no balcão e o atendente diz: “Vais me desculpar, mas nós não temos cá nenhum pastel de Belém.” Claro. Os pastéis são de nata, do mesmo modo que os de Belém são, mas não são “de Belém”. São de Santarém, de Cascais, do Porto, de Coimbra, de Funchal… São de onde os benditos pastéis estejam. Ou seja, a sua localização geográfica no globo terrestre. Ou não. Mas “de Belém”, de jeito nenhum. Continue reading “o lado HISTÓRICO do PASTEL DE BELÉM” »

O lado engarrafado do Cairo.

Trânsito na cidade do Cairo.

Embora o Egito seja um país repleto de lugares únicos como os complexos arqueológicos com seus templos, pirâmides e colossos, devo dizer que vi lá muitas coisas semelhantes ao que conheço do Brasil. Na cidade do Cairo, por exemplo.

Depois do cruzeiro, que terminou em Assuã, pegamos um avião com destino ao Cairo, onde se daria a segunda parte da excursão. Chegamos ali às 15h. Agora éramos somente cinco pessoas no grupo: apenas uma família moradora de Madri (pai, mãe, filha e filho adolescentes) e eu.

Ao desembarcar, um novo guia nos recepcionou e nos levou até uma van que nos conduziria aos hotéis, previamente reservados pela agência de Madri. A minha reserva era em um hotel na área das pirâmides. Já a tal família estava em um outro hotel, mais para o centro do Cairo. Até aí, nada de mais. Continue reading “o lado ENGARRAFADO do CAIRO” »